Resumo
A inovação é amplamente reconhecida como um vetor crítico para a sobrevivência e competitividade das micro e pequenas empresas (MPEs). No entanto, a adoção e a sustentação de metodologias de inovação nesses negócios frequentemente esbarram em barreiras internas. Este artigo investiga o impacto da estrutura organizacional no engajamento e desempenho inovativo das MPEs, com foco específico na relação bidirecional entre a desorganização administrativa e a manutenção de políticas de inovação. A partir de uma revisão sistemática da literatura e análise comparativa, o estudo questiona o ciclo vicioso em que empresas pouco organizadas se engajam menos em inovação, e o baixo engajamento perpetua a desorganização estrutural. Os resultados indicam que a ausência de processos formalizados e a sobrecarga operacional do empreendedor atuam como inibidores primários. A análise regional no Brasil revela que as MPEs nas regiões Sul e Sudeste, com maior acesso a capital estrutural, apresentam níveis superiores de prontidão organizacional em comparação com as regiões Norte e Nordeste. Globalmente, a América Latina sofre com barreiras institucionais severas, enquanto a Europa mitiga a desorganização através de redes de inovação aberta, os Estados Unidos impulsionam o engajamento via prontidão tecnológica e a Ásia foca no alinhamento estratégico. Conclui-se que a organização estrutural básica é um pré-requisito inegociável para o engajamento sustentável em inovação.
Dados do documento
- Autoria
- Morais, Fernanda Cardoso de
- Orientação
- Moura, Jadson Belém de
- Tipo
- Publicação científica
- Comunidade
- Publicações PROPPEX › Programa ALI Sebrae - GO - Agentes Locais de Inovação
- Data
- 2026
- Idioma
- Português
- Endereço permanente
- https://arche.app.br/repositorio/item/ri-75bf010ffc
